A empresa enfrenta dificuldade financeira e entrou na Justiça com pedido de recuperação judicial, que não ainda não foi analisado. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil do estado de São Paulo esteve em São Manuel nesta quinta e conversou com a equipe de reportagem pelo telefone:
“A primeira proposta da empresa era de pagar a verba rescisória dos funcionários demitidos em 24 parcelas, mas depois de uma reunião entre trabalhadores, sindicato e diretores da indústria, foi feito um acordo e o pagamento será feito em 12 meses”, explicou.
O acordo não agradou a todos os trabalhadores demitidos. Cléia Mirândola trabalhou na fiação por 18 anos e não está satisfeita. Segundo os trabalhadores, a previsão é que a empresa feche até março. Aline Fernanda Policarpo tem um filho de dois anos e está sem saber o que fazer para conseguir sustentá-lo.
A direção da tecelagem em São Manuel não quis se manifestar sobre as demissões e nem sobre o que teria provocado a crise financeira. Na verdade, a indústria têxtil e também a de confecção enfrentam a concorrência desleal dos produtos chineses.
O Ministério da Fazenda estuda medidas para reduzir a entrada destes produtos, como o aumento de impostos sobre produtos importados. No estado de São Paulo, o governo prorrogou decreto que reduz a alíquota do ICMS para o setor.
Autor: G1
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