Espírito Santo do Turvo – A Destilaria Agrest, antiga Usina Sobar, iniciou ontem o processo de demissão de cerca de 800 trabalhadores em Espírito Santo do Turvo (75 quilômetros de Bauru). A empresa fez um cronograma por ordem alfabética e até amanhã deve concluir a rescisão dos contratos trabalhistas.
O sindicalista José Carlos de Paula, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação de Álcool, Químicas e Farmacêuticas de Ipaussu e Região, informou ontem que a empresa concordou pagar todos os direitos trabalhistas, inclusive o 13º salário pela nova sistemática de três dias referentes a cada um ano trabalhado.
A homologação de todos os contratos está marcada para os dias 16, 17 e 18. Segundo o sindicalista, ainda falta a definição do local. “A rescisão é o primeiro passo para que a usina possa ir a leilão ou ser vendida a um outro grupo”, declarou o sindicalista.
A reportagem telefonou ontem para a direção da empresa, mas ninguém retornou as ligações. Uma funcionária da empresa confirmou que o processo de demissão teve início pela manhã e vai até quarta-feira. Cerca de 800 empregados deverão ser demitidos por conta do pedido de falência da empresa.
Em setembro do ano passado, a destilaria foi incorporada à massa falida da Petroforte, de Ari Natalino da Silva, morto em 2008.
A empresa funcionou entre junho de 2003 até este ano sob a administração do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil que assumiu a destilaria, depois que o grupo Petroforte não conseguiu pagar o empréstimo com aquela instituição financeira, quando adquiriu a usina da antiga família Retz.
Natalino faliu em 2003 por causa de uma coleção de processos por estelionato, falsificação e sonegação de impostos, entre outras acusações. A empresa dele chegou a ser a maior distribuidora de combustível do País.
Com a decisão de cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que o processo de falência da Petroforte deve ser estendido a três empresas, dentre elas a antiga Sobar, a destilaria foi incorporada à massa falida. Com isso a Agrest está encerrando as atividades.
Há temor em Espírito Santo do Turvo de que se a usina for a leilão pode ficar um longo período fechada agravando o desemprego no município de pouco mais de 4,5 mil habitantes. “Se sucater os equipamentos, vai ficar inviável vendê-la”, declarou o prefeito do município, João Adirson Pacheco (PSDB).
Com a demissão em massa, o prefeito teme problema social – 70% dos empregados são oiundos do próprio município.
O tucano declarou que pretende viajar amanhã até a capital para procurar o juiz da 18ª Vara Cível de São Paulo, Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, para se inteirar das próxima etapas da falência. “Será necessário fazer um inventário do patrimônio para vendê-la a outro grupo”, diz o prefeito.
Fonte: Jornal da Cidade de Bauru (JCNet)
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